Suzane Richthofen tem pedido de progressão de regime novamente negado pela Justiça de São Paulo


Justiça de SP nega regime semiaberto para Suzane Von Richthofen

Os desembargadores da 5ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, negaram ontem, quinta-feira, dia 17 de junho de 2010, recurso onde era requerido a progressão de regime de Suzane Von Richthofen.

Trata-se de um pedido de concessão de progressão de regime, para o regime semiaberto. Suzane foi condenada em 2002 à pena de 39 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato dos pais. Esta não é a primeira derrota da jovem. Seus advogados já tentaram, por diversas vezes, a progressão de regime para ela. Todos os pedidos, até o momento, foram negados.

Pelo que li na imprensa (ainda não vi a decisão), a defesa argumentou sobre a importância da progressão de regime no processo de ressocialização do condenado, e o comprometimento de Suzane com seu processo de reintegração social.

O desembargador Damião Kogan, relator do processo, baseado em laudos de exames psicológico e criminológico, realizados na unidade prisional de Tremembé, onde ela está cumprindo pena, afirmou que Suzane “não tem estabilidade emocional para obter o benefício, pois demonstrou uma frieza incomum na elaboração e execução do plano”.

De acordo com o relator, Suzane não teria demonstrado arrependimento pelo assassinato dos próprios pais, e que, apesar de alegar ter ótimo comportamento carcerário e trabalhar no presídio, o resultado dos laudos, que a definem como uma pessoa dissimulada e manipuladora, e que não mede esforços para atingir seus objetivos, impede a concessão do benefício da progressão de pena.

Os desembargadores Pinheiro Franco e Tristão Ribeiro acompanharam o voto do relator.

Sei que serei “crucificado” pela minha opinião, mas como já havia me manifestado anteriormente, nas outras ocasiões em que os pedidos de progressão haviam sido negados, tenho que a decisão está errada. O que se está fazendo, na verdade, é julgá-la novamente. Em cada negativa de seus pedidos de progressão, ela vem sendo julgada, reiteradamente.

Ela já foi julgada e merecidamente e duramente condenada. Se cumpre com o que diz a lei, no tocante aos requisitos para progressão de regime, não pode agora o próprio Judiciário, que já a condenou, sob o gélido argumento de que ela "demonstrou frieza ao praticar o crime", impedir a mesma de obter um direito garantido por lei.

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